terça-feira, 25 de maio de 2010

Soneto de um pensamento qualquer - II



Soneto de um pensamento qualquer - II


E as minhas palavras tocam o céu,
Em minha mente de papel;
Minhas verdades são contos de cordel,
Inspirando as cores nos rastros do pincel;

E assim, descritos os meus versos,
Bailam fantasiados, com máscaras de borrões,
A acompanhar o ritmo dos traços incertos,
Na melodia dos desejos e das ilusões;

Ah, trovadores e pintores dos anseios,
Guardiões da imaginação que guia o coração,
Cantem e tornem belos os intangíveis devaneios,

Que toda insanidade desabroche em vida a solidão,
Que o destino me torne parte de um todo maior,
Escondido nos sonhos, atrevidos, da paixão...


Horacio Vieira

(publicado em 19/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0702-08
(reescrito em 25/05/2010)

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