quinta-feira, 6 de maio de 2010
Poema de uma noite qualquer
Poema de uma noite qualquer
Esse perfume no ar,
Essa lua a enfeitiçar,
A brisa fria da saudade,
Que da vida, me desprende a sonhar;
Como é lindo o teu corpo,
Um arabesco na dança dos contornos,
Que no palco dessa noite te traz aos poucos,
No brilho das estrelas, rastros do teu retorno;
Teus braços se erguem,
Meu corpo obedece;
Teus lábios umedecem,
E o meu coração te segue;
Minha alma se mescla
Ao universo, que se encolhe,
Para mostrar no olhar toda a entrega,
Da paixão que nos envolve e acolhe;
Somos, eu e você,
O perfume e a lua,
A brisa do anoitecer,
E a solidão que a saudade desvirtua;
Será amor, a luz dessa estrela que flutua
Entre o meu corpo e o corpo seu?
São minhas as mãos, que te deixam nua,
São duas as almas, que um desejo corrompeu;
Ao te abraçar, teus seios intuem
Os apelos do peito meu;
Que abre, se estende e propõe,
O resguardo manso, do corpo seu;
São rápidos momentos,
Fragmentos de um tempo,
Que repartidos, são segundos,
Frenéticos pensamentos;
Ah, qual magia acompanha essa noite,
Que lhe traz, branda, para mim?
A luz da lua, hoje, tem um perfume,
Quem me dera sempre fosse assim...
Horacio Vieira
(publicado em 17/12/2007 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0926-07
(reescrito em 06/05/2010)
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