domingo, 30 de maio de 2010

Ilusão de amor



Ilusão de amor


Essa sensibilidade destoa,
Desse jeito de olhar vazio,
Desse ar de rainha, delirante,
A falsa alegria em teu semblante;

Nos dedos, a coragem na ponta da lança,
A enfrentar moinhos de fumaça e pujança,
Mas, teu caminho por fim será a ruína,
E teus atos servirão de lâmina, da guilhotina;

E eu, que senti na mulher a menina,
Sorrio por entre as reminiscências,
Do tempo em que a alma refletiu a essência

Dessa mulher, que me permitiu amar.
Misericordiosos, os meus pedidos são teus,
E no sentido inverso, os meus passos são de adeus...


Horacio Vieira

(publicado em 21/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0795-08
(reescrito em 30/05/2010)

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