terça-feira, 11 de maio de 2010
Poema ao meu destino
Poema ao meu destino
As coincidências se equilibram,
Nas cordas das circunstâncias,
Do tempo, senhor e juiz,
Que determina em um momento,
A sentença do destino;
Destino, esse desorientado menino,
Que depende dos atos,
Dos seres humanos incapazes,
Voláteis, vaidosos e ingratos,
Á própria vida largados;
Solitário, sobre a égide da vaidade,
Dos que vivem nas sombras dos passos
Daqueles que buscam a felicidade,
Essa grandeza de espírito que fomenta,
A chama da esperança eterna;
Felicidade que, na angústia, é desejo,
De um coração guardado no peito,
A repousar nos braços da humanidade,
Tal qual uma criança, indefesa e inocente,
Na saudade dos braços maternos, ternos e quentes;
Se nos sonhos que haverão de vir,
Eu encontrar um menino perdido,
Escondido em um canto, encolhido,
E se me for permitido escolher,
Entre a lágrima e o sorriso,
Qual dos dois, eu poderei ver?
Que a face desse destino, menino,
Irradie a luz a me guiar,
Nascente no sorriso que escolherei,
Espelho dos meus atos, na vida que terei!
Horacio Vieira
(publicado em 06/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0382-08
(reescrito em 11/05/2010)
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Obrigada por tão belo poema... "E se me for permitido escolher, entre a lágrima e o sorriso, qual dos dois, eu poderei ver?" Escolhi ver como você poeta... e me perdoe a ousadia. Adoro tudo o que você escreve. Bjusss. Elisabete
ResponderExcluir