segunda-feira, 31 de maio de 2010

O vento do firmamento.



O vento do firmamento.


Vejo as folhas balançarem,
O vento as toca levemente.
As acaricia para cima,
As acolhe para baixo,
Em um ritmo orquestrado,
Que chega de repente;

As folhas são sustentadas pelos galhos,
Pelos troncos dessa árvore qualquer,
E ensaiam no ar, uma dança abstrata...

Todos os meus pensamentos,
Agora, são as folhas que se movem ao vento;
São aragens do coração,
Perfumando a inspiração nesse vento,
Que os acariciam para cima,
Que os acolhem para baixo;

Os pensamentos são folhas sustentadas,
Nos galhos dos desejos, nos troncos das vontades,
Na raiz dos sonhos, na seiva das ansiedades;

E esses galhos, sinuosos,
Parecem caminhos tortuosos,
Traçados pela força da vida,
Na sobrevivência anarquista,
Das escolhas que fiz,
Nos caminhos que escolhi;

E a folha e o galho em um tronco maior,
A se aprofundar nas ramificações,
Das raízes da existência que sustentam as razões;

A natureza, sublime, a me ensinar,
Que existir é uma parte do que é ser feliz,
É preciso que me compartilhe,
Que coexista em paz, tudo o que vem de mim;
Que eu saiba acariciar e ser acolhido,
Que eu saiba acolher e ser acariciado,

Folhas acolhidas em pensamentos,
Pensamentos acariciados pelo vento,
Talvez, o suspiro de Deus vindo do firmamento!

Horacio Vieira

(publicado em 22/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0813-08
(reescrito em 31/05/2010)

2 comentários:

  1. ou talvez vc é o suspiro bellinho. amei. Fernanda.

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  2. Caro mio, andei consultando meus sentimentos...
    Vc nem imagina(rs)..., diagnóstico: você está cada vez melhor. Lindo poema. Bjusss.

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