Se disfarço o que me desfaz, em um véu de prata,
É porque do meu olhar, outrora incandescente,
Em cascatas, a solidão desaguou uma mulher;
Uma mulher que me chegou feito um desejo,
Se entregando ao ímpeto da sensualidade,
Adornando a vontade, que no silêncio se liberta,
Insurgindo em meu corpo, pelos portais da alma,
A buscar, constante, no horizonte do destino,
As trilhas insanas do inverso da razão;
Quero dessa mulher, desvendar a razão dos sentidos,
E confundir o sentido de existir no toque dos lábios,
A sentir todas as delícias, das carícias, dos beijos,
Que me vierem intensos e desenfreados;
Ambiciono, ao beijá-la, fechar os olhos,
E com os olhos fechados, conquistá-la sem permissão;
E que do delito, do deleite, dessa invasão,
Que ela, me encadeie aos labirintos do seu corpo,
E que negue até a última instância,
A absolvição de todas as saídas,
Enquanto, seus braços me contiverem!
Essa mulher, em mim, é uma estrela distante,
Uma estrela pequena, com uma luz irradiante;
Quem sabe, quando a encontrar,
A lembrança desse instante permaneça em mim,
Como um momento eterno, a me guiar,
Por entre os sonhos, nos quais eu a sinto viva,
Por entre a vida, na qual eu a sinto sonho.
E assim, entre o amor real de um sonho,
E o sonho real desse amor em mim,
Eu, pouco a pouco vou me desfazendo;
E cubro a solidão, demarcada, em minha face,
Com a prata do véu, disfarçada em minhas lágrimas.
É porque do meu olhar, outrora incandescente,
Em cascatas, a solidão desaguou uma mulher;
Uma mulher que me chegou feito um desejo,
Se entregando ao ímpeto da sensualidade,
Adornando a vontade, que no silêncio se liberta,
Insurgindo em meu corpo, pelos portais da alma,
A buscar, constante, no horizonte do destino,
As trilhas insanas do inverso da razão;
Quero dessa mulher, desvendar a razão dos sentidos,
E confundir o sentido de existir no toque dos lábios,
A sentir todas as delícias, das carícias, dos beijos,
Que me vierem intensos e desenfreados;
Ambiciono, ao beijá-la, fechar os olhos,
E com os olhos fechados, conquistá-la sem permissão;
E que do delito, do deleite, dessa invasão,
Que ela, me encadeie aos labirintos do seu corpo,
E que negue até a última instância,
A absolvição de todas as saídas,
Enquanto, seus braços me contiverem!
Essa mulher, em mim, é uma estrela distante,
Uma estrela pequena, com uma luz irradiante;
Quem sabe, quando a encontrar,
A lembrança desse instante permaneça em mim,
Como um momento eterno, a me guiar,
Por entre os sonhos, nos quais eu a sinto viva,
Por entre a vida, na qual eu a sinto sonho.
E assim, entre o amor real de um sonho,
E o sonho real desse amor em mim,
Eu, pouco a pouco vou me desfazendo;
E cubro a solidão, demarcada, em minha face,
Com a prata do véu, disfarçada em minhas lágrimas.
Horacio Vieira
(publicado em 19/11/2008 – 07:17/São Paulo/BN)
ctt. doc. 20143075/08-F
(reescrito e republicado em 06/06/2011)
ctt. doc. 20143075/08-F
(reescrito e republicado em 06/06/2011)


Nessas horas vejo que sou um mero aprendiz da escrita..Muito bom !
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