Reencontro da Poesia
Meu destino reencontra a poesia,
Nas sinuosas curvas dessa mulher,
Na sombra que a penumbra delineia,
Na palpitação desse meu peito arredio,
No desejo que minha cama incendeia,
Nessa pele onde o pensamento é vadio;
Ouso, na alquimia dos amantes, o
impossível,
E mesclo os raios do sol com o seu
olhar,
E do brilho, trêmulo, de uma vela a
chorar,
Suscito o fogo inquieto,
De uma estrela , desnuda, a lhe incendiar;
Mulher, que me enlouquece,
Guie os braços teus e acolha o corpo
meu,
Decifre entre os ventos, o intrínseco
pedido,
E permita-me entrar em teus domínios,
Carregue minha alma aos limites dos
delírios,
E depois, devolva-me no êxtase de mim
mesmo;
Para que possa dia após dia,
Compartilhar em teu corpo o amor,
Que a esperança em minha alma conservou,
E assim, perpetuar em teu peito a
poesia,
Que o meu destino reencontrou.
Horacio Vieira
(publicado em 02/01/2009
– 11:17/São Paulo/BN)
ctt. doc. 20168563/09-A
(reescrito e republicado em 07/06/2011)
ctt. doc. 20168563/09-A
(reescrito e republicado em 07/06/2011)


Onde tu, poeta, vês a poesia, eu "leio" a insana loucura do desejo ardente de ser prazer...
ResponderExcluirSeu conjuto de palavras formam o sentido que aquecem todos os seres vivos...
Muito sensual; perfeito para a data que se aproxima. Bjusss. Lis.