terça-feira, 7 de junho de 2011

Reencontro da Poesia



Reencontro da Poesia


Meu destino reencontra a poesia,
Nas sinuosas curvas dessa mulher,
Na sombra que a penumbra delineia,
Na palpitação desse meu peito arredio,
No desejo que minha cama incendeia,
Nessa pele onde o pensamento é vadio;

Ouso, na alquimia dos amantes, o impossível,
E mesclo os raios do sol com o seu olhar,
E do brilho, trêmulo, de uma vela a chorar,
Suscito o fogo inquieto,
De uma estrela , desnuda, a lhe incendiar;

Mulher, que me enlouquece,
Guie os braços teus e acolha o corpo meu,
Decifre entre os ventos, o intrínseco pedido,
E permita-me entrar em teus domínios,
Carregue minha alma aos limites dos delírios,
E depois, devolva-me no êxtase de mim mesmo;

Para que possa dia após dia,
Compartilhar em teu corpo o amor,
Que a esperança em minha alma conservou,
E assim, perpetuar em teu peito a poesia,
Que o meu destino reencontrou.


Horacio Vieira
(publicado em 02/01/2009 – 11:17/São Paulo/BN)
ctt. doc. 20168563/09-A
(reescrito e republicado em 07/06/2011)

Um comentário:

  1. Onde tu, poeta, vês a poesia, eu "leio" a insana loucura do desejo ardente de ser prazer...

    Seu conjuto de palavras formam o sentido que aquecem todos os seres vivos...

    Muito sensual; perfeito para a data que se aproxima. Bjusss. Lis.

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