Bem-te-vi
Não se compara ao canto de um pássaro,
O som da tua voz no despertar de mais
um dia;
Mas, enquanto sua voz emudece na
distância,
O canto desse pássaro, tua
ausência, reverência;
Esse pássaro que me desperta nas
manhãs,
Tem o canto triste dos que vivem na
solidão,
Tem o olhar distante dos que lembram o
amor,
A buscar no horizonte a esperança de todo o dia,
Ele almeja, que seus voos errantes,
Encontrem e findem a dor de um encanto,
Que o faz cantar em agonia ao lembrar,
Que amou mais do que supunha, fosse
capaz;
Se o universo me atendesse, me
transformaria,
Seria eu o pássaro que te acordaria,
Sentirias em meu cantar, os desejos que
tive,
E faria do meu canto uma prece em
melodia;
Em sua janela, brandamente pousaria,
E cantaria, enquanto dormias: lembrei-de-ti!
E se assim, pudesse ser, lhe revelaria,
A alegria dos sonhos, nos quais sempre
bem-te-vi...
Horacio Vieira
(publicado em 04/10/2008
– 08:42/São Paulo/BN)
ctt. doc. 20137274/08-F
(reescrito e republicado em 05/06/2011)
ctt. doc. 20137274/08-F
(reescrito e republicado em 05/06/2011)


Varias destas aves são minhas vizinhas. Eu as ouço todos os dias, no amanhecer e no entardecer. Porém, a partir de hoje, seu canto jamais será o mesmo...
ResponderExcluirQuanta delicadeza. Quanta beleza. Lindo, lindo este poema. Bjussss. Elisabete.