Complexidade Vital
Risos coloridos na imaginação,
Frutos proibidos que balançam ao vento,
Sorrisos discretos na insinuação,
Verdades molhadas que brilham nos
lábios,
Que se abrem a um beijo que flutua no
olhar,
Entre gestos mágicos que encantam o
mundo;
As mãos de menina despertam o espelho,
Que reflete a beleza que aos homens
atiça,
E revela os segredos da mulher que
enfeitiça,
Que traz em suas veias a poção,
Enlouquecendo os hormônios que darão o
tom,
Do desejo dissimulado na cor do batom;
Mulheres, a colorir a vida,
São aquelas que chegam inteiras e sem
fim,
Pois, o fim será viver no tempo,
Sem o corpo de uma mulher a nos
acalentar;
Carinhos, dengos e artimanhas,
Repletas de incertezas que chegam
depois,
O pueril receio inerente,
De se entregar à paixão de um,
Gerando um amor compartilhado em dois;
Mulheres que sabem amar, sempre são
desejadas,
Pois são delicadas na alma e no olhar,
Se fazem indomáveis e se rendem no
aconchego,
Detém o poder de criar a harmonia,
No destempero do desequilíbrio,
Mulheres odeiam amando e amam odiando,
E sempre carregam em si a vontade
eruptiva,
De amar e beijar, amar e beijar e amar
e beijar;
Aos que se atrevem a amar uma mulher,
Entre a vida e a morte, a verdade que
existe,
É que sem a complexidade da mulher...
...o homem
não vive!
Horacio Vieira.
(publicado em 05/01/2001 – 04:55/São
Paulo/BN)
Ctt.doc.20170525/09-A
(reescrito e republicado em 08/06/2011)


A palavra para este poema é: Estupendo!!! Mais uma vez,"CSA". Bjussss. Lis.
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