quarta-feira, 8 de junho de 2011

Complexidade Vital




Complexidade Vital


Risos coloridos na imaginação,
Frutos proibidos que balançam ao vento,
Sorrisos discretos na insinuação,
Verdades molhadas que brilham nos lábios,
Que se abrem a um beijo que flutua no olhar,
Entre gestos mágicos que encantam o mundo;

As mãos de menina despertam o espelho,
Que reflete a beleza que aos homens atiça,
E revela os segredos da mulher que enfeitiça,
Que traz em suas veias a poção,
Enlouquecendo os hormônios que darão o tom,
Do desejo dissimulado na cor do batom;

Mulheres, a colorir a vida,
São aquelas que chegam inteiras e sem fim,
Pois, o fim será viver no tempo,
Sem o corpo de uma mulher a nos acalentar;

Carinhos, dengos e artimanhas,
Repletas de incertezas que chegam depois,
O pueril receio inerente,
De se entregar à paixão de um,
Gerando um amor compartilhado em dois;

Mulheres que sabem amar, sempre são desejadas,
Pois são delicadas na alma e no olhar,
Se fazem indomáveis e se rendem no aconchego,
Detém o poder de criar a harmonia,
No destempero do desequilíbrio,
Mulheres odeiam amando e amam odiando,
E sempre carregam em si a vontade eruptiva,
De amar e beijar, amar e beijar e amar e beijar;

Aos que se atrevem a amar uma mulher,
Entre a vida e a morte, a verdade que existe,
É que sem a complexidade da mulher...
                                    ...o homem não vive!

Horacio Vieira.
(publicado em 05/01/2001 – 04:55/São Paulo/BN)
Ctt.doc.20170525/09-A
(reescrito e republicado em 08/06/2011)

Um comentário:

  1. A palavra para este poema é: Estupendo!!! Mais uma vez,"CSA". Bjussss. Lis.

    ResponderExcluir