Uma Palavra na Prece
A palavra escrita jamais cala,
Ela nasce de um pensamento que fala,
A palavra escrita é sentida e exalta,
O aroma da inspiração de quem a exala;
A palavra é sagrada e se faz perpetuar,
Na ilusão do sim, na desilusão de um
não,
Ou na sensualidade que insiste insinuar,
Que toda letra, seduzida, é amante da emoção;
Que toda letra, seduzida, é amante da emoção;
E ao poeta, sob a fina folha de linho branco,
Cabe manter, no contorno desse manto,
A plenitude do insurgente fulgor aceso,
Delineando na sombra, a fuga aos limites do
desejo;
Na palavra escrita e lida,
Enquanto a voz emudece, o olhar grita,
Faz da imaginação a musa anarquista,
A artista equilibrista entre as linhas
redigidas;
A palavra encanta a quem souber vê-la,
E quem as lê, escuta a própria alma,
A contar os pingos de luz, estrela por estrela,
Nas noites de singela calma;
A palavra que nos toca é o reflexo da
essência,
Daqueles que souberam amar na dor,
E quem resistiu traz em si a
sensibilidade,
De criar de uma só palavra, mil preces
de amor!
Horacio Vieira
(publicado em 21/08/2008 – 05:03/São
Paulo/BN)
Ctt.doc.20121074/08-F
(reescrito e republicado em 09/06/2011)


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