segunda-feira, 23 de maio de 2011

Soneto da Paixão Voraz



Soneto da Paixão Voraz


Enquanto o amor repousar em nossos braços,
Já não haverá mais saudade do que passou,
Nem haverá o breve tempo do espaço,
Pois a verdade preenche e cala as brechas da dor;

E nesse eterno e contínuo sentido de querer,
Sobreviveremos unicamente na dedicação,
De todos os anseios que nos entregavam,
Ajoelhados, nos olhares que por nós choravam;

Haveremos de sentirmo-nos desvendados,
No repente ímpeto que surgir de cada beijo,
Restando em nós, a magia dos enamorados;

E ao afã dessa voracidade, exposta e desnuda,
Nossos corpos por fim, cúmplices, repousarão,
Consumidos no êxtase por todo ardor dessa paixão!

Horacio Vieira
(publicado em 19/08/2008 – 07:30/São Paulo/BN)
ctt. doc. 20120377/08-F
(reescrito e republicado em 23/05/2011)

2 comentários:

  1. Nossos corpos por fim, cúmplices, repousarão,
    Consumidos no êxtase por todo ardor dessa paixão!
    Lindo,adorei... Beijos amor meu.

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  2. caro mio... penso que é possível distanciar-se do tempo passado quando os sentidos focam o tempo presente, porém, "enquanto o amor repousar em nossos braços...", tudo o que foi sempre será, não há fuga, nem onde se esconder... O tempo não tem o poder de delimitar ou anular as sensações, as experiências, mas nós, sem dúvida na voracidade de uma paixão somos consumidos em êxtase. Bjusss. Lis.

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