Mãe - Mulher de Infinito Amor
(...de um filho para uma mãe...)
Suaves foram os dias distantes,
Em que nos recordamos - pequenos,
Que no firmamento, o semblante,
Que se afigurava sob o pano moreno,
E nos faziam ver estrelas azuis a surgir
No sorriso inerente de uma luz radiante,
Era o semblante do infinito amor predestinado;
Sentíamos uma alma a se doar em nós,
Recriando a gênese nos carinhos dedicados,
Tão delicados ao nos tocar nos beijos,
Quando, que do aconchego de seu ventre,
Seus braços - nas noites – eram o nosso berço,
A embalar o choro indefeso,
Sofrendo em uníssono por cada lágrima vertida;
Tantas vezes desprendeu-se da própria vida,
Na luta constante na inconstância da nossa vida;
Incerteza envolta na preocupação,
Que mesmo nas doridas noites mal dormidas,
Cada abraço seu, era o renascimento,
Da coragem de viver, que ressurgia;
Deu-nos não uma, mas muitas vidas,
Ao nos reerguer das vicissitudes,
Ao nos refazer das injustiças,
Ao nos aceitar nas imperfeições,
E ao nos lembrar das virtudes,
De desfazer as mágoas nos perdões;
Rogo, pelas suaves noites que virão,
Em que os sonhos nos levarão,
Próximo ao semblante do infinito amor,
Da mulher que Deus fez mãe, em nosso coração.
Horacio Vieira
(publicado em 11/05/2008 – 04:02/São Paulo/BN)
ctt. doc. 20119316/08-F
(reescrito e republicado em 07/05/2011)
ctt. doc. 20119316/08-F
(reescrito e republicado em 07/05/2011)


Mãe, mulher de infinito amor, amor incondicional
ResponderExcluiramor que nos da coragem de viver, e desfazer as mágoas nos perdões, ao nos aceitar nas imperfeições... lindo poema amor... Beijos Ale