De Fino Fio a Pavio de Barril.
No paletó de giz riscado,
Na vertical branca linha,
No pano o rítmico traçado,
Compasso negro intercalado,
Paro!
Olho!
O tempo estático,
A respiração é lenta,
Mas a ansiedade atiça os movimentos,
Olho!
Paro!
A multidão em meio a Rua,
Formam nas filas despercebidas,
Linhas brancas no asfalto cinza,
Na monotonia já traçada,
No compasso negro intercalado,
...
...
...
O tempo apressa o desperdício,
De repente sinto um descompasso,
Recosto o corpo na fachada de um prédio,
E me surpreendo ao perceber,
Que na contestação da rotina,
Na quebra das convenções tediosas,
Nos pensamentos anarquistas,
Na revolução do não querer ser,
Na premeditação da mudança,
...Desfiar-se-me-ei...
E um fio desfiado pode virar um pavio,
Com o desejo de estourar o barril,
Que abriga a pólvora dos anseios vazios...
Horacio Vieira
(publicado em 13/05/2008 – 04:01/São Paulo/BN)
Ctt. doc. 20130083/08-F
(reescrito e republicado em 04/12/2011)


Bárbaro, Horácio!!! é tudo o que eu precisava nesse momento... estourar o barril(rs). Brincadeiras a parte, o poema é ótimo. Bjuss, Lis.
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