terça-feira, 29 de março de 2011
Teu corpo na eternidade
Teu corpo na eternidade
Risco no céu um caminho,
E faço de cada estrela um farol.
Com os olhos fechados,
Desenho teu corpo em meu pensamento,
Elevo minha alma ao teu encontro no firmamento;
Peço no olhar, ao universo, que nesse momento,
Ordene que cessem todas as órbitas dos planetas,
E todos os giros das galáxias.
Que o tempo pare e que a eternidade se reserve,
Ao som dos rabiscos dos pensamentos meus,
Deixando em cada traço, o sabor ardido,
Da rebeldia de um amor insensato e arredio,
Compondo o retrato do infinito desejo do corpo teu;
Peço aos senhores, de todos os mundos,
A graça de apenas um milésimo de segundo:
O suficiente para que você refloresça as luzes,
E dê razão ao porque da existência do brilho,
Que existe em mim na origem de você.
Termino o desenho assim,
Tão rápido como um raio despido!
Teu corpo desferido contra os pensamentos,
Agora é exposto, ao universo, em movimento;
E então, com os olhos abertos,
Te encontro na noite, langorosa,
Cada estrela é uma parte da pele tua,
Decifrada pela eternidade a te guardar nua,
Atendendo ao pedido deste homem,
Que ama a loucura ao se perder na desventura,
Dos caminhos cravados, nas curvas suas.
Horacio Vieira
(publicado em 24/07/2008 – 03:55/São Paulo/BN)
Ctt. doc. 20107029/08-F
(reescrito e republicado em 29/03/2011)
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