sábado, 5 de setembro de 2009
O Menestrel da Esperança
O Menestrel da Esperança
No morro é na favela,
Que a verdade da vida,
Faz da alma uma bala perdida;
Uma lágrima sentida na face distorcida,
Da mãe no lamento na súbita partida.
No morro é na favela,
Que o medo é escancarado no jornal,
Que embrulha o pão que alimenta,
E que nas mãos dos pais atentos,
Tentam retornar aos filhos como alento;
No morro é na favela,
Que o coração desesperado e fraco,
Se debate entre verbas de esperança,
Na boca de um político que não cansa,
De dar ao adulto um pirulito de criança;
No morro é na favela,
Que a roupa estendida na varanda,
Serve de bandeira da miséria,
Desfraldada em um pedido de socorro,
Desesperado, aflito e rouco!
No morro é na favela,
Que apesar de tantas amarguras,
Existe um povo que do brado contagiante,
Faz dos ritmos da vida angustiante,
A alegria de um país, que delirante,
Dança na avenida dos ministérios da folia;
No morro é na favela,
Que quem sabe um dia,
Apareça um menestrel que nos encante,
E que cante a esperança na cadência de um samba,
Devolvendo ao povo o sorriso delirante,
Da felicidade que hoje vive na corda bamba....
Horacio Vieira
(publicado em 30/09/2007 – São Paul/BN) (republicado)
Ctt : doc.. 0904-07
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que lindo esse poema. parabens. Grazzi.
ResponderExcluiradorei o blog. nossa oq foi e vc fez??? ficou divinoooooooooooo. e esse poema entaum? maravilhoso como tudo o que vc escreve. vou nos contos agora. bjs. Lidia.
ResponderExcluirusou palavras, mas criou um afresco belo e forte, só podia ser vc mesmo... Bjusss. Elisabete
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