sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Soneto da desventura



Soneto da desventura


Entre os versos, na poesia o olhar procura,
A alma do poeta, que vive escondida,
Mas, é no branco do papel toda a desventura,
Dos que ousam traduzir a vida,

Versos presos em lamentos de solidão e dor,
Rimas soltas, capazes de fazerem sorrir,
A poesia pode ser tão bela quanto uma flor,
Para aqueles que a esperam florir,

Basta ver, que na alva folha, na plenitude ínfima,
Uma alma agoniza, e escreve, sangrando em azul,
Os anseios indecisos do amor, na certeza mínima;

E assim, há os poetas que vão semeando as letras,
Na pele branca de uma folha nua e desejada,
Esperando colher do amor, o olhar da mulher amada.


Horacio Vieira

(publicado em 25/09/2007 – São Paul/BN)
               Ctt : doc.. 0885-07


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