Balada à difamação
És petulante na tua ironia,
És o reflexo distorcido da tua vaidade,
És o que queres nesta alegoria,
Falsa por errares na cor e na fantasia;
Pecas e continuas pecando por que necessitas disso,
Precisas do mundo lhe bajulando,
E lhe carregando sobre o luxo do lixo,
Faz da vida ensaios mundanos;
E os anjos...distantes te observam,
E os demônios...de perto te atiçam,
Joga às costas o manto negro do drama,
Tens no beijo o fel do veneno, dos que difamam;
O teu amor, virou rancor,
O teu rancor, virou ódio,
O teu ódio, é despeito,
E o despeito, é o espinho em teu peito,
Drama de cordel nesta face sofrida,
De tanta desventura na alma escondida,
Não se iluda quanto ao futuro,
O amor não mais chegará até os seus braços;
E se um dia um sentimento lhe for parecido,
Pegue-o logo, antes que o vivo se torne o falecido,
Não torture mais a quem lhe deixa em paz,
Faça de conta que a bondade em teus atos impera,
Assuma o papel de manipuladora, afinal,
Pois enquanto, aos outros o teu mal é quimera,
Não haverá neste mundo um ser, que normal,
Possa conviver com a falsidade que lhe esmera,
Não dormes porque o sono, não lhe chega,
Não chega porque a consciência, lhe atormenta,
E o que lhe atormenta, ao fechar os olhos é a verdade,
Fostes tão longe, que perdeste o caminho de regresso...
...à felicidade!
Horacio Vieira
(publicado em 24/09/2007 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0843-07


Lindo poema. passei na hora do almoço para ler, sabia que vc iria escrever algo. bjs.
ResponderExcluirQue título interessante você escolheu para, no sabor doce de um poema, retratar o comportamento tão fiel daqueles que no caminho escolhido perdem o retorno... perdem a luz. Você é mesmo d+. Bjussss. Elisabete.
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