quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Amor que será



Amor que será


Sempre existirá aquele amor,
Não o amor que se foi,
Também não o amor que é,
Mas o amor que deveria ter sido;

Aquele amor adormecido,
O amor maroto, que vive escondido,
Por detrás do olhar de um outro amor.
Sempre existirá um amor bandido,

Que nos rouba a paz e nos deixa estremecidos,
Um amor bandoleiro em nossos corações,
Desafiador, perigoso e proibido,
O amor único em todos os sentidos;

Sempre existirá aquele amor,
Por mais que o tempo passe enlouquecido,
Esse amor jamais passa desapercebido,
Pois é o amor que deveria ter sido;

É o amor do frio do arrepio que nos dá,
Quando sentimos ele por perto a nos tocar,
É o amor timoneiro de nossas esperanças,
Em meio as tormentas das lágrimas das lembranças;

É o amor desenhado no sorriso,
O amor tatuado nos lábios,
Oculto no batom mas revelado no sabor,
O amor de todas as cores, de todos os amores;

Sempre existirá aquele amor,
O amor de travesseiro,
Esse amor instigante em nossos sonhos,
Um amor amante e verdadeiro;

O amor que nos acolhe na ternura,
Amamos e pouco importa se somos amados,
Amamos na simplicidade da alegria e da loucura,
Talvez, seja assim que os amores eternos são criados;

Aquele amor, sempre existirá,
Não o amor que se foi,
Também não o amor que é,
Mas, quem sabe o amor que será...


Horacio Vieira

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