sexta-feira, 8 de abril de 2011

Horizonte Prisioneiro



Horizonte Prisioneiro



O horizonte é o amante,
Condenado a solidão constante.
Ele excita a manhã,
Seduz a tarde,
E se deita com a noite.
O horizonte acolhe as estrelas,
Recolhe as cadentes,
E as devolve ardentes,
Sem pudor à madrugada.
Ele acaricia as nuvens com suavidade,
E na fúria da sensualidade,
No firmamento elas se entregam,
As volúpias de suas vontades.
Pobre, horizonte, prisioneiro,
Entre tantas amantes,
Esconde a fragilidade do seu amor verdadeiro,
No leito aconchegante da esperança.

Horizonte debela a tua solidão!
Renega-te na tentação,
E se entregue a plenitude da paixão;
Liberte teu coração na sinceridade,
E revele ao universo, que o teu único amor,
É aquela que jamais lhe abandonou: A eternidade.

Horacio Vieira
(publicado em 31/07/2008 – 04:11/São Paulo/BN)
Ctt. doc. 20109583/08-F
(reescrito e republicado em 08/04/2011)

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