quarta-feira, 6 de abril de 2011

Atado entre nós



Atado entre nós


Traindo o meu olhar, vem o desejo,
Fluindo por minhas veias, traz a vontade,
E na verdade, esmoreço,
Quando te resgato à realidade;

Quando a música se faz muda,
Toda a melodia enlouquece,
E a harmonia grita surda,
Na luta contra o teu som, que prevalece;

Tua alma contorna toda estrela,
Tua pele se espalha entre os lençóis,
Que se contorcem ao tê-la,
E me atam entre os seus nós;

O anseio maior é o de encontrar,
O caminho que perpetue à cura,
Das cicatrizes, em meu corpo a definhar,
Nos delírios febris dessa poética loucura!

Horacio Vieira
(publicado em 30/07/2008 – 04:11/São Paulo/BN)
Ctt. doc. 20109369/08-F
(reescrito e republicado em 06/04/2011)

Um comentário:

  1. Se eu fosse uma poetisa poderia, quem sabe talvez, inventar uma palavras nova para expressar quão extraordinário é a sensação que traz a leitura deste poema. Como não sou, só me resta confessar mais uma vez, adorei... Bjusss. Elisabete.

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