sábado, 17 de abril de 2010
Madrugada
Madrugada
Se, ao alvorecer do dia,
A madrugada se confessasse,
Talvez, ela contasse,
Dos reinos etéreos dos sonhos,
Aonde os pensamentos e desejos
- Esses mistérios que à alma seduz -
São os deuses, brincando no infinito,
Íntimos de nossos corações,
Fazendo das estrelas, pérolas,
De um colar branco e frio,
Gélido como o vazio,
Do espaço sem luz, da desilusão;
Mas no inverso, ela se cala!
A madrugada não consente,
Que os segredos dos mortais,
Ultrapassem os portais,
Aonde vive a esperança;
Assim, é a madrugada,
A amante, mais dedicada,
Nos acolhe, calada,
E ao amanhecer, nos oferece um recomeço,
Sem pedir nada!
Horacio Vieira
(publicado em 31/01/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0697-08
(reescrito em 17/04/2010)
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" Ela nos fala sim poeta... é que há tantos ruídos... que acaba por abafar os seus cantos... mas, feche os olhos da alma, e ouça... sinta o encanto... uma cadência perfeita no fundo do seu coração..."
ResponderExcluirLindo o que escreveu! Cada vez mais intenso. Beijos...
É sempre muito prazeroso ter contato com seus poemas, caro mio. E iniciar a semana com uma doçura como essa é realmente privilégio de poucos... Gostei muito. Bjusss. Elisabete
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