quinta-feira, 15 de abril de 2010

Poema do Amor Presente




Poema do Amor Presente


Quero a suavidade do ar,
Limpo e leve em meu corpo.
E no instante em que me tocar,
Que ele me leve aos poucos,
Ao teu corpo, louco para me amar;
E na transição dos sentidos,
Em que me desnudo da realidade,
Que não me sinta perdido,
Pois meu destino é uma verdade,
Que se encontra escondida,
Debaixo do batom, vermelho,
Dos teus lábios, que emolduram,
A tela de um infinito amor,
Em meio a tanta desventura;
Toma por teus desejos, essa saudade,
Que é agora, minha maior loucura;
E faça da minha insanidade,
A compreensão maior, da ternura
Que só existe no perdão, do querer,
Que só vive no olhar, dos amantes,
Que mesmo distantes,
Não conseguem se esquecer;
Quisera que essa minha ousadia,
Que nas rimas é lamento,
E nos versos, agonia,
Transgredisse as regras da natureza,
E se transformasse, além da poesia,
Na realidade do esplendor, da beleza
Contida no amanhecer, em todos os dias,
Nos quais, puder despertar, na certeza,
- De que serei seu, e você tão minha -
Que sem a paixão, que nos ilumina,
E sem as carícias de amor, do depois,
Até a eternidade, se sentirá sozinha,
Na ausência da história, de nós dois...


Horacio Vieira

(publicado em 16/12/2007 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0834-07

Um comentário:

  1. " Até a eternidade, se sentirá sozinha,
    Na ausência da história, de nós dois..."

    Belíssimo... Bravo!

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