sexta-feira, 9 de abril de 2010
Equilíbrio
Equilíbrio
Aquecem o meu corpo,
Os raios do sol de um novo dia,
Amanhece no meu rosto,
A esperança da vida, quem diria,
Parece que pouco a pouco,
Minha alma vai se enchendo de alegria,
E sinto em meus lábios o gosto,
Do vento doce da poesia;
E o meu olhar de garoto,
Corre pelos campos a brincar,
E a buscar a felicidade ternamente;
Abro meus braços lentamente,
Na vontade de abraçar o mundo,
Ou deixar que ele me leve,
E nesse exato instante,
Sinto o corpo formigando,
Fecho meus olhos e imagino,
Ser a luz que brilha,
Ou o vento que sopra,
Ou o verde da mata,
Sou o campo e o céu...
Sou a sinfonia do silêncio,
Na melodia da criação;
O princípio do universo,
A divina inspiração;
Quando, de repente,
Na ponta de meu nariz, uma coceira,
Abro os olhos e me deparo,
Com uma formiga que me diz:
- Psiu! Tira o pé do formigueiro e para de bobeira!
Horacio Vieira
(publicado em 03/01/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0130-08
(reescrito em 09/04/2010)
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Que gracinha, bello! Adorei. Fê.
ResponderExcluirEstou aquecida e, principalmente alegre com a pitada do humor do poeta em sua parte derradeira. Como é bom presenciar as florestas que se queimaram revestirem-se de verde e flor; as fontes que secaram, restaurarem-se; e por fim a vida renascer... Fantático caro mio. Bjusss. Elisabete
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