quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Vem
Vem
Vem, toca-me novamente,
Permita-me sentir teus dedos,
Desenhando a minha face,
Percorrendo o meu corpo,
Que se arrepia todo, nessa espera;
Nessa expectativa sem destino,
Sem querer saber aonde eles vão;
Importa-me, somente perceber,
Que por mim, sua mão se eleva,
E leva seus dedos a flutuar por minha pele;
Mãos, que curam as mágoas passadas,
Que me libertam das correntes pesadas,
Do medo de amar e de me sentir amado;
Vem, e me preenche de coragem,
Chegue feito uma esperança teimosa,
Aquela, disfarçada de saudade de momento,
Que discretamente pousa no coração,
E deixa a alma da gente manhosa,
Florescendo a alegria, semeada no tempo;
Descanse suas mãos, dispostas e sem segredos,
Sobre o meu peito, aberto e de um jeito,
Que desperte toda a volúpia,
A incendiar de insanidades meus pensamentos,
E a deixar arder, obsceno, em meu olhar,
Todo o desejo que ainda me restar;
E nessa expedição sem mapa,
Em que os sentidos se orientam,
Pelos pontos cardeais em meu corpo,
É que pouco a pouco,
Suas mãos vão descobrindo a verdade,
Ao desnudar toda a angústia contida,
Nos dias em que vivo sem você.
E em meio a tanta ansiedade, desmedida,
É que entrego, a cada toque seu,
O meu amor, que será teu, por toda a vida!
Horacio Vieira
(publicado em 01/11/2007 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 1074-07
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lindíssimo, caro mio, lindíssimo...
ResponderExcluirque chamado maravilhoso... desperta a mente, atiça o desejo, enche a boca d'água, tira o folego, assanha a alma. Um verdadeiro bombom de licour de cereja. Adorei.
ResponderExcluirEstou pronta. As malas feitas, quero muito fazer esta expedição!!! Você é d+. Bjussss
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