sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Lua Escondida



Lua Escondida


Nessas noites, com a lua escondida,
Eu me entristeço a esperar,
Que as nuvens, dêem lugar à vida,
Que somente sua luz faz iluminar,

Ah! se pudesse, despia essa lua no suspiro,
Arrancava-lhe as nuvens atrevidas
Que ousaram o seu brilho encobrir,
E assim, despudorada, ao meu olhar se entregarias,

E ao desenlaçar o seu vestido de mulher,
Suave e ávido, na ânsia de vê-la surgir,
Na alva tez da pele sua, a me seduzir;
Lhe pediria delicadamente:

“Não se escondas de mim, lua minha!
 Não nos percamos na escuridão do caminho,
 Que é o destino sem você a me guiar,
 Que é você sem que eu continue a te buscar,

 Somos do desejo a combinação,
 Perfeitos no amor e na percepção,
 Sou o querer que te faz paixão,
 E você, a paixão devoluta em amor,

 Sem você, estou perdido,
 Vagando por um céu, escuro e desprovido,
 De qualquer luz a me resgatar,
 Desta negra solidão, que é viver lhe procurando;

 E viver, uma noite sem você,
 É sentir minha alma, quase cega, sofrendo repartida,
 Por entre as estrelas da noite, que iludidas,
 Tentam em vão, compensar a tua falta em minha vida!”

Nessas noites, nas quais a lua fica escondida,
Eu me entristeço a esperar,
Que as nuvens se afastem, e devolvam a vida,
Ao meu olhar, no beijo do brilho de um singelo luar!


Horacio Vieira

(publicado em 23/10/2007 – São Paul/BN)
            Ctt : doc.. 0252-07


Um comentário:

  1. Ah! o pedido que tu fizeste a lua... tenho eu direito de fazer pedido semelhante? "Nessas noites, nas quais a lua fica escondida, eu me entristeço a esperar..." Simplesmente como sempre brilhante. Elisabete

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