quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Naturalmente...ser!
Naturalmente...ser!
É nas horas incertas, que o bonito se faz feio,
E o feio nos agrada!
Na dúvida de ser, a vaidade impera,
E a simplicidade do existir,
Que antes era natural,
Curva-se à complexidade do exibir,
Frente à tragédia do artificial;
E uma vez dominadas,
As mentes fracas desafiam o destino,
Dilaceram a alma nas adagas,
Dos mágicos, que em puro desatino,
Tentam agradar uma platéia,
Para receber os aplausos e olhares,
Que serão sempre vazios no conteúdo;
Olhares satisfeitos pela casca de um fruto,
Oriundo do nada e que de repente, se faz tudo,
Na frente de um espelho frio,
Que não pensa e é mudo!
Mas o poeta não se engana,
Basta um olhar de menina,
Para revelar a poesia adormecida,
Na beleza da alma feminina;
E então, ele sorri e agradece à vida:
"Abençoada a mulher,
Que sorri na delicadeza,
De aceitar a natureza,
De ser tão linda como é!"
Horacio Vieira
(publicado em 20/10/2007 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0218-07
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Caro mio... ainda bem que tu é poeta e que eu carrego a alma feminina... Estamos salvos!!! Sua habilidade literária está cada vez melhor. Bjusss. Elisabete
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