quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Ilusões
Ilusões
Os homens também nutrem ilusões,
Tantas e tão ardentes,
Que o silêncio de suas preces, despertam vulcões,
Criam erupções em um mundo novo, incandescente;
Lavas de lágrimas pelos olhos vermelhos,
Fluindo no olhar o magma de um coração,
Inextrícável mescla de elementos e meios,
Por onde vaga um homem, perdido na paixão;
E no caminho, na ansiedade da sedução,
Formam-se ilhas de delírios,
E dessas ilhas solitárias, que são só suas,
Sobrevive o homem, no corpo da mulher nua;
As ilusões, em um homem quando ama,
São batalhas travadas ao deitar,
Os lençóis rasgados quando se agita a cama,
O calor no suor do corpo a se tocar;
E persiste o homem, nessa desventura,
A alma incita e o coração instiga,
E teima em explorar esse mundo de loucuras,
Aonde a mulher se faz chão, céu, alimento e vida;
Nesse instante, desvairado, perde-se a razão,
E o universo, apreensivo, cala-se na emoção,
Ao ver a luta de um homem,
Recriando o amor em seu coração;
Talvez assim, o homem compartilhe a sensação,
De sentir-se tal qual um Deus,
Que do corpo da mulher desejada, nutre a ilusão,
De ser ele, por um instante, o Deus da criação!
Horacio Vieira
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da dor... extraí-se a beleza, pois quase sempre o bem emerge do mal. Se a finalidade é a recreação do amor no coração de um homem, bem vinda sejam as ilusões, que elas salpiquem o universo e que todos tenham o direito de travarem suas batalhas ao se deitar, para que não só se sintam tal qual Deus, mas percebam que Dele são parte com poder de criação! Como sempre Montecchio, "vc nem imagina" como estou deslumbrada com sua obra, rs. Bjusss.
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