segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Conspiração
Conspiração
Chega ao olhar, pronta para atacar,
Tenta ferir na ausência, mas falha;
Nos sonhos vive tentando apunhalar,
Sorri ao afiar nas mágoas, a lâmina da navalha;
Não aceita o silêncio que lhe chega,
Entorna a intriga na taça do desprezo,
Faz do ódio uma chama acesa,
E luze no olhar a maldade a lhe inspirar;
E ao não contentamento do que faz,
Aos desejos, as traições se insinuam,
Lança a retórica tarrafa no mar da confiança,
E a recolhe na dialética soberba e pujança.
Pobres inocentes agonizando na condenação,
Da inveja alheia a exaltar, triunfante, a conspiração!
Horacio Vieira
publicado em 26/06/2008 – 17:03/São Paul/BN)
Ctt. doc. 20128591/08-F
(reescrito e republicado em 21/02/2011)
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Esplendido poema. Uma inspiração divina ronda sua alma, não pare de escrever nunca e não fique tanto tempo sem postar algo no seu blog. Beijos, Paula.
ResponderExcluirUm brinde Horácio, está magnífico!!! Bjuss. Lis
ResponderExcluir