“Aos que encontraram um amor,
Aos que esperam um amor,
Aos que buscam um amor,
Porque sabem amar!”
Poema do Reencontro
Paralelos destinos, perplexos e obscuros,
Indecisos momentos, inertes pensamentos;
A verdade dúbia, na mente de quem ama,
É uma voz latente, repleta de sentimentos,
Que agonizam em um amor errante;
Amor desconhecido, amor querido,
Amor perdido, amor distante;
Sonham os amantes com seus semblantes,
Despertam seus semblantes, sem seus amores,
E vagam pelo tempo entre seus dissabores;
Tela branca, virgem esperança,
Onde os amantes rabiscam as lembranças,
De um momento, um instante de outras vidas;
Colhem a tinta luminosa da luz do dia,
E pincelam gotas brancas no céu da noite;
Criam camas reluzentes e pontilhadas,
E entregam os amantes, seus corações;
Corpos, a se amarem na madrugada,
Desejos que sublimam as ilusões,
E a eternidade a sorrir nas constelações;
Cada gemido é o som do talho na estrela,
Esculpindo no rastro cadente,
Os desejos contidos e ardentes,
Nos lençóis das galáxias silentes;
Despertem, estrelas dormentes!
Para que guiem os amantes perdidos,
Através da escuridão fria do amor ausente,
Que faz da solidão um abismo escondido,
Que o tempo, a distância e o destino,
Façam do olhar de um segundo, o caminho,
Do reencontro na união dos amantes,
E não permitam que por mais uma vida,
Esse amor continue errante...
Horacio Vieira
(publicado em 08/06/2008 – 17:03/São Paul/BN)
Ctt. doc. 20120172/08-F
(reescrito e republicado em 06/02/2011)


Uma das experiências mais intensas e inesquecíveis foi a leitura de "Desperdício"... e aqui, o reencontro de emoções e sonhos tão distantes, quase esquecidos! Que bom que vc escreve Horácio. Bjuss. Lis.
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