segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Teu Nome em Gotas



Teu Nome em Gotas


Olhos na distância, ainda marejados e a sós,
Prontos para se abrirem na saudade, premente;
A verdade em lhe amar é um sufrágio, calado;
A rasgar o véu do horizonte alaranjado, poente;
A dor floresce em meus suspiros, e adormece;
Minha alma, na desventura da noite é escura,
Minha pele transpira estrelas e eu durmo,
E o universo recolhe os meus sonhos no infinito,
Assim, entorpeço os desejos em teu corpo bonito;
Enlouqueço os deuses das constelações e sorrio,
Crio melodias e canções, no sopro do tempo,
E declamo a eternidade na poesia dos segundos;
Recrio a verdade absoluta de ser, no teu beijo,
E me condeno à solidão por te amar tanto;
A tristeza, em aceitar o vazio, asfixia o coração,
E meus lábios se misturam à cor do fim do dia,
São nuvens roxeadas vagando no azul sem destino,
Espalhando o teu nome entre as gotas,
Que sei, dos meus lábios borrados no céu, cairão,
Como as lágrimas de agora,
Que nos olhos marejados espelha a alma que aflora,
Ao se abrirem para a saudade,
De uma paixão de outrora!

Horacio Vieira
(publicado em 29/05/2008 – 19:27/São Paul/BN)
Ctt : doc.. 2010384/08-B
(reescrito e republicado em 17/01/2011)

2 comentários:

  1. Nossa...

    "Minha alma transpira estrelas"... "Declamo a eternidade na poesia dos segundos"... "...nos olhos marejados espelha a alma que aflora"

    Tão bonito! Tão bonito!

    Que essa tua paixão seja eterna, poeta... Pois assim poderei usufruir das flores de tua alma.

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  2. Lindíssimo... Nele (no "Teu Nome em Gotas") eu pude viajar por cada frase... vc nem imagina!

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