quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Soneto do Desejo Infindo
Soneto do Desejo Infindo
Seu corpo vem recostar ao meu,
Sua pele é o sinal da eternidade;
Meus braços atendem ao cansaço seu,
E lhe acolhem com alva suavidade;
Minhas mãos, trêmulas, mas inquietas,
Percorrem o universo nesse corpo lindo;
Meus olhos são janelas abertas,
A conjecturar a razão desse desejo infindo;
Permaneça, aqui, sempre em meu peito,
Não se distancie de mim jamais,
Nada, nunca, será tão perfeito,
Quanto esses momentos ternos de paz;
Permita que seja o único a lhe amar,
E me negue, de seus lábios me afastar!
Horacio Vieira
(publicado em 21/04/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 124795/08
(reescrito e reeditado em 02/12/2010)
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Suas palavras vem ao acalento de minh'alma tão sedenta de beleza... de docura... de paz! Aqui é o meu refúgio, assim, negue-me sua ausência.
ResponderExcluirP.S.: delícia de poema, rs
Uma das virtude de quem escreve é servir de beber à primeira alma moribunda que por não ter mais como se alimentar do próprio sangue, vive dos restos da negação do próprio ser, e assim, se alimenta rastejando, feito vermes no caixão consumindo a si mesmo no reflexo do que gostaria de ser em outra pessoa! Você, bellinho, sacia a sede de quem admira o que escreve e também daqueles que invejam a "delícia" de ser humano que sempre foi. E o "acalanto" que seus poemas sempre trazem, torna a vida uma "doçura" na qual a sua ausência sempre deixa saudade. Beijos, Fernanda.
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