quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Amanhecer



Amanhecer


As portas estão se fechando,
Nossas almas se afastando,
Por Deus, como eu não queria te esquecer!
Mas, como te esquecer?
Se todos os dias, ao amanhecer,
O universo vem lhe entregar,
Suavemente ao meu olhar,
No brilho de um Sol a refletir
O nascente em meu peito,
E a recriar a semelhança, no calor da luz,
Do toque de suas mãos a acariciar-me;

Tento em um instante me recompor,
Mas, me perco na ordem dos sentimentos;
Meus pensamentos, que são muitos,
Se fundem na emoção, e em você é único;
E no cúmulo dessa insensatez,
Penso em querer que você encontre alguém,
Que lhe faça sorrir como eu sempre quis;
E da incoerência dos desejos que me vem,
O meu desejo maior é que seja feliz!
Eu criei você da síntese de todas as dimensões
Que me rodeiam e que me inspiram;

Tornei-me o criador a viver pela criação,
Entre recordações de um paraíso perdido,
Absorto pela esperança em meu coração;
E o passado, é uma distância medida,
Nos passos da saudade que lhe traz para mim;
A minha vontade é a tua felicidade,
E quanto a mim, amada mulher,
Restará tão somente,
Que em um, incerto, amanhecer,
Eu simplesmente deixe, ternamente,
De sentir a luz do teu corpo, a me envolver.

Horacio Vieira
(publicado em 05/05/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 2008185/08-B
(reescrito e reeditado em 15/12/2010)

2 comentários:

  1. Mais uma vez, parabéns pelo poema.
    Deixa-me ser, o seu amanhecer.
    E te prometo que minhas portas, sempre estarão abertas para você meu eterno amor.
    Um grande e eterno beijo.

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  2. Só para ficar registrado ... A M E I I I I I I I I I I I I !!!!!!!! ***

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