quarta-feira, 21 de julho de 2010
Dúvida
Dúvida
Se soubesses, que essa dor em meu peito,
Vem do que, de você, em mim prevalece,
E na angústia, ao saber que não me mereces,
Talvez, se lhe dissesse, acreditasse,
Que até no desengano dos sonhos levianos,
Se a você, eu me entregasse,
Confesso que estaria me condenando;
Porém, é esse meu corpo rebelado,
Que no percurso do sono, agitado,
Através dos sonhos, clama como um louco,
Pelo teu corpo, que em um sussurro rouco,
Responde nas brisas da noite, a me envolver;
E então, com medo de te perder,
Eu desisto do dia e renego o amanhecer;
E eis, que labaredas, antes adormecidas,
Despertam na madrugada e incendeiam
A minha alma, que se inflama e brilha,
Findando a escuridão, nas asas incandescentes,
De um anjo ardente, que faz ressurgir a vida,
Reescrevendo a história perdida,
Dos mistérios das paixões altruístas;
E meus lábios,
Antes secos e sem palavras,
Tornam-se fontes inesgotáveis
De beijos e declamações;
E a eternidade, outrora possibilidade,
Neste instante, na verdade em meu corpo,
É a entrega do amor, em sua totalidade;
Ah! Se soubesses o quanto te posso amar,
Quem sabe você me aceitaria, sem pedir nada,
E eu lhe desejaria tanto, não te pedindo muito,
E apesar de saber, que me entregaria o seu mundo,
Em meu mundo, seria você, a mulher sempre amada...
Horacio Vieira
(publicado em 27/03/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 01524/B-08
(reescrito e reeditado em 21/07/2010)
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Dúvida..., eu não vi não! Vi foi uma ardente paixão que se inflama na rebeldia de um corpo adormecido, que insiste em querer tanto aquilo que lhe faz doer. Exageradamente belo. Deliciosamente tentador. Ai de nós leitores... Bjusss. Lis.
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