sexta-feira, 2 de julho de 2010

Alma em orvalho



Alma em orvalho


As gotas de orvalho que na madrugada se fez,
Em prantos silenciosos, prantos velados,
São as lágrimas de minha alma que se desfez,
Por um coração iludido, de um amor frustrado;

Contém a água, que em meus sonhos foi o mar,
Contém o mar das tormentas da paixão,
Contém a paixão no desatino a me enfeitiçar,
Contém os desejos que devassaram o meu coração;

Essa gota de orvalho, contém uma parte de mim,
Que irá se evaporar, lentamente sob a luz do dia,
E se elevará em direção a esse céu sem fim;

Sei que essa parte, que se vai, irá voltar,
Na forma de uma gota que, de uma nuvem cairá,
E, pura e límpida, para mim retornará!


Horacio Vieira

(publicado em 28/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0074/B-08
(reescrito em 01/07/2010)

Um comentário:

  1. "as gostas de orvalho são as lágrimas de minha alma que pura e límpida para mim retornará..." vc é lindo poeta e gosto muito de tudo o que escreve. Parabéns por tão delicado poema.

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