sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uma estrela qualquer



Uma estrela qualquer



Em uma noite qualquer,
Sob o céu estrelado,
Um menino deitado, espantado viu
Que no céu estrelado, uma estrela sumiu...
E na inocência então pensou:

“Essa estrela foi dormir!”

E de manhã, quando despertou,
Perguntou se aquela estrela voltaria a surgir.
E sempre lhe vinha a mesma pergunta:

“A estrela que estava lá, aonde ela foi parar?”

Ele brincou de bola, brincou de esconde,
De pega-pega, livre correu;
Brincou de roda, virou Visconde,
Mas um pensamento não se perdeu:

“A estrela que estava lá, aonde ela foi parar?”

Os momentos da vida foram passando,
E de criança, o menino foi se enamorando,
E com os olhos de garoto, ele foi observando,
Que como um pião, o mundo ia girando!
E o tempo, que não para jamais,
Reverenciava em sua memória, o que já não via mais.

E em seus sonhos, os dedos de criança,
Nas mãos de um homem, vasculhavam o céu;
A tornar essa oculta estrela, a esperança,
Descrita na poesia e rascunhada no papel;

Os anos, desenhados em segundos, passaram,
E na máscara do homem, um menino levava a expressão,
De um velho, com uma pergunta criança, em seu coração:

“A estrela que estava lá, aonde ela foi parar?”

E em uma noite qualquer, de um dia comum,
Os velhos olhos de menino, cansados se fecharam!
E em um lugar distante, nesse mesmo instante,
sob o céu estrelado, um menino deitado,
Espantado viu, uma estrela brilhante,
Que no céu surgiu;
E uma pergunta,
No olhar desse menino, então se fez:

“Como foi ali parar essa estrela, que não estava lá?”

E um anjo, ao pensamento lhe sussurou: 
                                          
                                          "Essa estrela, despertou!”



Horacio Vieira

(publicado em 09/10/2007 – São Paul/BN)
              Ctt : doc.. 0132-07


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