Ensaio de Um Poema Para a Morte
A morte, amante derradeira!
Na espera do teu beijo,
Aguardam-me os portões da eternidade.
Morte que me sorri nos sonhos,
Sonhos que lhe mostram anjo,
Anjo que se deita em perfumadas fronhas
Das nuvens pelas quais passeias!
Sinto que me olhas,
E escuto seus murmúrios,
Mas sei que se contém,
Pois em vida te dou a poesia,
E é na vida de outros olhos que ela se mantém;
E se me levares, levará a alegria da poesia,
Que os teus olhos vivem a desejar também!
Amenizo a tua aflita dúvida cruel:
- Você é a última das amantes com qual me deitarei!
Porém, bem sabes que não lhe sou fiel,
Pois você não será a única das amantes que terei,
Mas será teu o beijo que lembrarei,
Como sendo o da amante que me entregou ao céu...
Horacio Vieira
quarta-feira, 6 de maio de 2009
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