quarta-feira, 13 de maio de 2009

Anjos – Ato I

Anjos – Ato I
Na primeira gota de sangue da ferida exposta,
No corte profundo a vida dilacerada,
A alma cansada que em um corpo agonizava,
Perguntava ao seu Deus se algum anjo lhe aguardava.

Deus no soberano silêncio do conhecimento,
Ao primeiro anjo ordenou que dos céus descesse,
Para que com suas asas amenizasse o sofrimento,
Daquela alma antes que a esperança padecesse.

O anjo então, abriu suas asas e flutuou,
E de asas abertas a essa alma se destinou,
E com elas abertas, sobre aquele corpo pousou,

E o anjo com seu olhar terno,
Abraçou a alma feito o sereno das manhãs de inverno,
Apontou ao sol, deu-lhe suas asas, e a alma partiu...
...em luz se transformou!


Horacio Vieira

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