Cecília
Sorrisos marotos e um jeito de menina,
Menina encrenqueira na forma de mulher,
Mulher feliz em sua essência de anjo,
Anjo que amo com suas asas largas,
Asas que criaram sombras que me esconderam,
Asas que acolheram tantas peraltices,
Asas que foram muralhas e jamais cederam,
Asas que me abraçaram e me protegeram;
Lembro dela ainda menina,
No uniforme da escola,
A saia vinho e a blusa branca de Rainha,
Meia soquete, chiclete de bola,
O olhar moleque e encrenqueiro,
De quem tinha quebrado a pia do banheiro,
Cabelos negros, compridos e lindos,
Te vi menina e te aprendi mulher,
Mulher dos segredos e confidências,
Mulher que me foi mãe no carinho que vertia,
De seus olhares na mais suave alegria;
Eu era a criança mais privilegiada do mundo,
Eu era o amuleto e ela a sorte,
Eu era o esboço e ela o retrato,
O retrato da inocência mais valente,
A valentia em uma força de recomeços,
Ela sem querer me mostrou uma das faces do amor,
A face exposta da ferida aberta daqueles que partiram,
E os que partiram, foram afortunados,
Pois foram amados pelo anjo mais doce que conheci,
Um anjo de asas largas, de sombras e encantos,
Um anjo mulher que Deus enviou menina,
Para guiar minha vida nas lembranças de seus sorrisos,
Levo comigo ainda na pele o toque de seus abraços,
Levarei sempre no olhar a busca por seus carinhos,
E não haverá distância que nos separe,
Pois a saudade não nos deixará sozinhos!
De seu sobrinho,
Horacio Vieira.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
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Se fosse sua tia, prima parente distante eu ganharia um poema também? Adorei! bejs Simone.
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