Falsidade
Liberte a tua alma da minha,
Deixe que eu sinta a liberdade novamente,
A verdade de existir sem você em mim,
Permito que parta da minha vida,
Para que a vida não parta de mim.
Vá e não olhe para trás,
Não faça das lágrimas rastros no chão,
E muito menos, me estendas as mãos;
Sua partida será o aborto desejado,
De um amor vítima de um estupro,
Pela violência da vaidade que lhe cai tão bem.
Portanto, antes do amanhecer,
Antes do sol aparecer,
Antes do meu corpo sentir um novo dia,
Desapareça da frente dos meus passos,
Solte os nós que te prendem à minha sombra,
Alce vôo ou rasteje...
Pouco importa saber qual natureza lhe compõe,
Apenas se afaste de mim!
E se isso lhe confortar,
Que seu futuro seja poético,
Tanto quanto Dante em seu inferno épico,
E se no infortúnio, ao atravessá-lo não chorar...
Quem sabe um anjo, em um ato de compaixão,
Lhe pergunte o mesmo que escreveu Dante:
“Se não choras, do que costumas chorar?”
Liberte tua alma da minha,
E quem sabe esse anjo lhe recorde como é,
O pranto sincero de quando ama uma mulher....
Horacio Vieira
sábado, 4 de abril de 2009
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PARABENS MEU AMIGO GALILEU AMEI MAIS UMA DE TODAS AS POESIAS MARAVILHOSA QUE VC NÓS ENCANTA COM SEU TALENTO. TE ADORO , BEIJOS SUA AMIGA BELLA......
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