Amor escondido
Rasga a paz o som de um raio,
O zumbido de uma abelha feroz,
Lembranças estilhaçando o vazio,
Pensamentos em alta voz;
Uma pele do tom do entardecer,
Um céu aonde o vôo é cego,
E a saudade retarda o anoitecer,
De um coração poente que abraça a noite,
Amante fria, impiedosa em meu peito a se aquecer!
No som de um raio, minha paz em perigo,
Uma abelha atroz brincando no paraíso,
O rastro de todo o mel em seu zumbido,
Colhido dos lábios em um beijo furtivo...
O sussurro do zumbido dessa abelha,
São pingos de lágrimas escorrendo pela telha,
Retirou do meu peito o sabor adocicado da vida,
E fecundou em minha alma o gosto da saudade,
De uma felicidade que julguei perdida,
Renascida no zumbido de um raio,
A paz quebrada no som feroz e destemido,
De uma abelha que nada mais quer,
Do que o mel de um amor que trago escondido...
Horacio Vieira.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
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Como é bom ler o que você escreve! Poemas sinceros, e emocionantes rs rs! Fiquei pensando que abelinha escandalosa e no fim ela queria um pouco do seu doce rs rs eu também quero!!!!! Lindo poeta lindo poema lindo tudooooooooo. bjs Simone.
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