Luar de Inverno
A
noite chega fria em um imenso vazio,
Minhas
mãos buscam o teu corpo,
Mas
o teu corpo, da minha vida sumiu.
Meus
braços te procuram como loucos,
Porém,
se retraem no escuro do que existiu.
Abro
os olhos e na penumbra que me ladeia,
Presumo
atingir o limiar do infinito,
E
invadir o dormitório das estrelas.
E
eu as vi dormir.
Fui
mais longe do que se pode ir,
Na
tentativa de perseguir o rastro,
Desse
astro louco, que aquece esse teu corpo,
Que
ilumina – escondido - o teu peito,
E
que irradia o calor úmido,
Dos
trópicos abaixo da linha da cintura,
Na
latitude e longitude exatas,
O
ponto onde se fixa a minha loucura.
Que
falta você faz!
E
nessas frias noites de luar,
Empresto
da madrugada seu segundo plano,
Deixo
as estrelas sem seu fundo escuro,
E
uso esse véu sereno de um azul moreno,
Para
cobrir meus olhos e não enxergar,
Que
por uma noite a mais neste inverno,
Não
será teu o corpo, a me esquentar...
Horacio
Vieira

