quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Soneto da transformação.



Soneto da transformação.


Quero a redenção, silenciosa, inconsciente,
A salvação, calada, que transforma o homem;
Quero o reencontro da paixão adolescente,
E não importa se for um desejo incoerente;

Que meus demônios se enfrentem com ardor,
Na arena do olhar de toda a confirmação;
E que pelo fio da adaga, do mais sincero amor,
Sobreviva em mim, os beijos doces dessa ilusão;

São tantas e brandas as esperanças,
Que rodeiam o coração de um homem,
Que cada lágrima, é uma gota abatida,

Na face envelhecida, na busca pela inspiração;
É nessa fonte, onde renasce minha alma, enternecida,
Que meus suspiros provam do amor, pela vida.

Horacio Vieira

(publicado em 05/04/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 05473/08
(reescrito e reeditado em 13/10/2010)

Um comentário:

  1. Não poderia ser mais apropriado o alento a minha fome de seus versos: "...É nessa fonte, onde renasce minha alma, enternecida, que meus suspiros provam do amor, pela vida." Obrigada! Elisabete.

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