quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Reflexão poética sobre a razão do amor



Reflexão poética sobre a razão do amor


Por tantos quantos forem precisos,
Serão eternos e constantes os desejos;
Pois se precisos forem,
Serão precisos neste sentimento infinito,
Um infinito impreciso,
Porém, absoluto e preciso!

O que preciso é a certeza e a necessidade,
Nua e transparente,
Frágil e emergente,
E que em meu espírito, preciso,
Venha serenamente,
Desencadear a incoerência do preciso,
Que como impreciso, então,
Venha abalar a plenitude do que é certo,
Na certeza da anarquia do desconhecido,
Que de tanto e nada,
Unem-se agora ao caos,
Da dúvida intermitente,
Latente, em meus pensamentos;

E assim, quero contemplar,
O suplício da razão,
A implodir no estímulo da pulsação,
Das batidas que se fazem imprecisas,
Em meu coração;
E somente assim, percebo,
Que apenas o amor é preciso...
E concluo que preciso e prevejo,
A lógica do meu ser,
Que é viver, precisando de você!

Portanto,
Uma vez finda essa elucubração,
Jamais pense, que amo, sem razão...

Horacio Vieira
(publicado em 02/04/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 04979/08
(reescrito e reeditado em 25/08/2010)

2 comentários:

  1. poeta Horacio, eu sou simples demais para entender um trabalho intelectual como este, mas a minha contumácia é tão forte que por vezes parece arrogância... insisto mesmo assim... e não me envergonho (sem saber se isso é bom ou ruim), em dizer que entendi a incoêrencia do preciso; que entendi que o amor é preciso; mas, que realmente não alcanço a última frase: "Jamais pense, que amo, sem razão..." Porque no fundo de meu coração eu gostaria muito de simplesmente amar, mas você me fez olhar dentro de mim e encontrar razões em todas as minhas formas de amar. Horácio, vc é brilhante! Bjusss. Elisabete

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  2. ..." Porque no fundo de meu coração eu gostaria muito de simplesmente amar, mas você me fez olhar dentro de mim e encontrar razões em todas as minhas formas de amar." - Mas, ao escrever isso, você já alcançou o desfecho.
    Assim, jamais pense, que o amor não tem razão...
    Grato pelo comentário.
    Horacio Vieira

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