Desabafo Anárquico-Poético-Institucional
Vou morrer de fome,
Vou morrer à míngua, mas vou gostoso!
Não pago...não pago...sou homem,
Sou poeta e não um verme vaidoso,
Não vou pagar pelo papel,
Por onde deixo meus rastros inspirados!
Assim como a Terra recebe a vida do céu,
É no papel que deixo a minha vida em pedaços!
MEUS PENSAMENTOS,
MINHAS PALAVRAS,
MEUS SENTIMENTOS!
Não sou um poeta venal,
Nem poeta acho que sou afinal,
Ainda sou a tentativa de um artista,
Em ser mais do que letras corridas.
Não escrevo poemas rebuscados - poetas são meninos!
Empinam pipas, desenham nuvens e rezam antes de dormir,
Minha cultura está na síntese coerente e captada,
Da síntese complexa da existência - até de um girino,
Um girino, que vira sapo, que vira príncipe,
Um príncipe que vira rei, e que pela mulher amada,
Trava guerras, salta os fossos, escala os muros,
Destrói castelos, porque sem ela seu mundo é nada!
Podem ficar consternados ao ler,
Que os editores façam o sinal da cruz ao me ver,
Quero viver da poesia até o fim,
Mas não pagarei pela poesia que trago em mim!
Deixo que falem que sou um poeta medíocre,
Um escritor falso de meia pataca, de poemas confusos,
Antes eu, com a mente aberta, do que um executivo obtuso,
Sou um poeta girino que tem na poesia a sua amada,
Cuidado! No reino de vocês, EU sou o intruso!
Horacio Vieira.
P.S.: Depois desse poema, talvez venham a me encontrar vendendo não a mim, mas as minhas poesias escritas em papel de pão velho, em algum farol vermelho, pelos cruzamentos de ruas e avenidas de uma cidade qualquer!
Querem ler palavras bonitas e complicadas?...Comprem o jornal, e leiam a seção de economia e depois façam uma sessão de terapia!
Tenham um Bom dia!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário