quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Luar de Inverno


Luar de Inverno


A noite chega fria em um imenso vazio,
Minhas mãos buscam o teu corpo,
Mas o teu corpo, da minha vida sumiu.
Meus braços te procuram como loucos,
Porém, se retraem no escuro do que existiu.
Abro os olhos e na penumbra que me ladeia,
Presumo atingir o limiar do infinito,
E invadir o dormitório das estrelas.
E eu as vi dormir.
Fui mais longe do que se pode ir,
Na tentativa de perseguir o rastro,
Desse astro louco, que aquece esse teu corpo,
Que ilumina – escondido - o teu peito,
E que irradia o calor úmido,
Dos trópicos abaixo da linha da cintura,
Na latitude e longitude exatas,
O ponto onde se fixa a minha loucura.
Que falta você faz!
E nessas frias noites de luar,
Empresto da madrugada seu segundo plano,
Deixo as estrelas sem seu fundo escuro,
E uso esse véu sereno de um azul moreno,
Para cobrir meus olhos e não enxergar,
Que por uma noite a mais neste inverno,
Não será teu o corpo, a me esquentar...

Horacio Vieira