quinta-feira, 16 de junho de 2011

Alvorecer


Alvorecer


Quando o vento toca o meu rosto,
Sinto minha alma desprender,
Deixa comigo o suave gosto,
Do beijo mais doce, a me entreter;

Quando minha alma se desprende,
No vento que toca o meu rosto,
Nada mais me surpreende,
E um sorriso, vem em paz, e é exposto;

Quando nada mais me surpreende,
Após minha alma se desprender,
Meu olhar mistura o céu e se rende,
Ao mel da cor do sol do entardecer;

Quando meu olhar mistura o céu,
Ao mel da cor do sol do entardecer,
Lentamente, o tempo tece um véu,
Encobrindo o dia, revelando o anoitecer;

Quando o tempo tece um véu,
Encobrindo o dia e revelando o anoitecer,
Brincando, as estrelas brilham no bailéu,
Da madrugada, velando o amanhecer;

Quando o vento para de soprar
A vida se refaz, ao alvorecer,
A minha alma volta a se apegar,
Ao sorriso, em meu rosto, na alegria de viver!


Horacio Vieira