domingo, 19 de dezembro de 2010
Uma Chuva Qualquer
Uma Chuva Qualquer
Minhas lágrimas são gêmeas,
Percorrendo caminhos diferentes,
Vertem um pouco de minha alma,
Ambas nascem do mesmo ventre;
Minhas lágrimas, tão iguais,
Transparentes e salgadas,
São marés de fragilidade,
Ondas de emoções represadas;
Essas lágrimas, semelhantes,
Irrigam os campos da sensibilidade,
Em rios de desejos, inebriantes,
Fecundam a esperança em meu peito;
Lágrimas de águas límpidas,
Riachos do meu olhar,
Imperfeitos duetos da entonação,
Porém, perfeitas na criação;
Nascente de inspiração intensa,
Dos devaneios do meu coração,
A transmutar-se em lágrimas,
A sublimar-se em águas;
A recriar-se na atrevida sensação,
De ser a gota de uma chuva qualquer,
Mascarado beijo, molhado, a esconder,
No rosto, a saudade do corpo, da amada mulher!
Horacio Vieira
(publicado em 16/05/2008 – 09:20/São Paul/BN)
Ctt : doc.. 2009173/08-B
(reescrito e reeditado em 19/12/2010)
Assinar:
Postagens (Atom)

