terça-feira, 31 de agosto de 2010
Poeta-Palhaço
Poeta-Palhaço
Que se abram as cortinas,
E que apareça no picadeiro,
Meu coração palhaço,
A desenhar sorrisos nessa menina,
Que me traz o amor verdadeiro;
Que meu nariz vermelho,
Disfarce, em minha face, os traços,
Das dores que já sofri,
Em meus momentos de cansaço;
Ah! Menina que me encanta,
És tão doce quanto o mel,
Das abelhas que trazem pelo céu,
O néctar das flores das estrelas,
A reluzir sublime em teu atento olhar,
E esses teus olhares...
São as luzes, a me seguir, dos holofotes,
Que iluminam a ribalta,
Onde solitário, de fraco me faço forte,
Para conquistar um só sorriso seu,
Que meu desejo tanto exalta...
Menina, tu és a única na plateia,
A fazer minha poesia reviver;
E entre saltos e malabarismos,
Entre as mímicas, desse poeta-palhaço,
É que da flor murcha na lapela,
Borrifam palavras belas,
Tão belas, quanto as risadas,
Recompensa das palhaçadas,
Destino das minhas rimas versadas;
Sorria para mim, menina adorada,
Teus sorrisos serão os aplausos,
A esse coração saltimbanco;
E que, ao fechar das cortinas, eu tenha visto,
O improviso do amor, nos teus sorrisos...
Horacio Vieira
(publicado em 04/04/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 05473/08
(reescrito e reeditado em 31/08/2010)
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