domingo, 25 de julho de 2010
Depois
Depois
Me perco em devaneios, depois,
Quando tarde, da noite, vem o frio,
E ele instiga e excita os sentidos,
Infiltrados em minha pele - que arredios-
Brandem em cores, brilhos e sedução;
É um portal que se abre, do nada,
Um convite ao já conhecido;
Teu perfume vem por ele, e me agrada,
Traz o aroma dos feitiços perdidos,
Ao exalar da alma transpirada;
E então, me entrego ao mistério,
E me aprofundo em meu coração;
E entre as névoas, do suor,
Aprendo, beijando-a, do sabor da ilusão,
A fazer do teu corpo, o meu destino maior;
Vejo teus lábios, molhados,
Procurando os meus lábios no vazio,
Invocando em seus sonhos, os sonhos meus;
E me sinto parte desse mesmo desejo,
Quando meus lábios tangem os teus;
E na manhã, por entre as frestas da cortina,
Que resguarda o nosso passado,
É que a luz mostra o som do espanto,
No silêncio do espaço vago,
Na cama ao meu lado;
Tenho receio do que virá,
Na solidão, que é tanta, por te amar,
Me arrebato em sentimentos, por nós dois,
E a cada vez - agora e sempre - sinto que não sei,
Como aceitar a vida, sem você, depois...
Horacio Vieira
(publicado em 31/03/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 02125/B-08
(reescrito e reeditado em 25/07/2010)
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