quarta-feira, 30 de junho de 2010
Um céu entre os lençóis...
Um céu entre os lençóis...
Eu sinto que você existe!
E entre as estrelas do céu,
O teu corpo é celeste e insiste,
A provocar o meu olhar a te buscar;
Pois, entre as estrelas do céu,
Uma delas, eu sei, é você!
Estrelas de um brilho pungente,
Se, talvez, lhe tocasse percebesse,
Que a alma só se faz contente,
Se a chama que te cria ardesse,
Na intensidade do desejo vertente,
No peito, dos que amam dolentemente;
E você, mulher que me chega estrela,
Deixe de ser moleca e me diga aonde
Inicia o caminho para que possa tê-la;
Pare de brincar de esconde,
Não se aventure na escuridão;
Pois cadente, poderei vê-la,
Ao tropeçar em alguma constelação;
Em cada uma dessas estrelas,
Existe uma mulher que ama,
E quem ama como estrela é capaz,
De instigar no homem, um amor voraz,
Que o consome inteiro e lhe tira a paz,
Que lhe torna menino, ingênuo e perdido,
Entre os sonhos de ser um cavaleiro audaz,
E assim, resgatar do brilho frio e distante,
A mulher ardente que haverá de lhe guiar,
Por toda a eternidade das noites,
Nas quais ela será o corpo branco e iluminado,
A deitar na mesma cama e ao lado,
Fazendo dos lençóis, o céu mais lindo e estrelado!
Horacio Vieira
(publicado em 26/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0916-08
(reescrito em 30/06/2010)
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